Apesar de todo o cansaço, já são duas noites em uma única semana sem dormir. A princípio, penso que se trata do novo horário de verão, porém, mergulhando em meus pensamentos, torna-se evidente que apenas busco por desculpas. Finalmente, lembro-me do tripé (sábia filosofia de minha amiga Juliana) e concluo que uma de suas pernas está realmente frágil.
FAMÍLIA - AMOR - TRABALHO/ESTUDO. É a este tripé que me refiro. Sempre ele. Se todas as suas pernas vão bem, o equilíbrio é certo. No entanto, se uma, apenas uma, estiver debilitada, todo o equilíbrio se esvai.
Começo a fazer planos, alguns mirabolantes ou talvez simplesmente sensatos. Não sei mais ao certo. Só sei que preciso fazê-los, que acomodar não é uma opção, ao menos não para mim.
Percebo que tudo que idealizo somente pode ser realizado a longo prazo. A frustração me acomete. Continuo a refletir: melhor assim que nunca!
Agir, agir, agir. Como, como, como? As palavras se tornam repetitivas tais quais marteladas.
As horas se passam e as decisões são tomadas. O que era somente eco finalmente se principia.