quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Sobre 2017.

Hoje não foi um dia bom. Acho que poderia dizer que foi um dos piores do ano. Talvez por isso, me peguei pensando sobre o que representou 2017 para mim. Não posso dizer que foi um ano excelente, mas também passou longe de ser um dos piores O fato é que muita coisa aconteceu e mexeu comigo, às vezes para melhor e outras para pior. Então, vamos lá ao que cabe aqui:
-Depois de 9 anos, voltei a dar aula para o Ensino Médio (espero ter me saído bem!);
-Deixei de passar muitos fins de semana com os que amo para trabalhar no meu doutorado e isso me custou muito, como, por exemplo, não ter visto Duduzinho dar seus primeiros passos. E eu chorei cada coisa que perdi...;
-Se consegui ir ao cinema, foi apenas uma vez (provavelmente em janeiro para assistir ao filme A Bailarina);
-Eu comecei a aprender Libras e relembrei o quanto é difícil aprender outra língua;
-Eu estive pela primeira vez em uma UTI, como visitante, e acho que jamais me esquecerei da sensação de saber que é principalmente ali que se perde a quem amamos (principalmente porque era o meu marido que estava internado);
-Eu fui para a Bahia e foi a primeira vez que passei mais de três dias longe dos meus dois pequenos juntos desde que nasceram;
-Eu acampei pela primeira vez (e gostei!);
-Eu chorei muito ao saber do sofrimento de alguns alunos e me senti completamente impotente;
-Eu provavelmente visitei o hospital por mais da metade das semanas do ano;
-Eu afirmei veementemente que não faria algo e depois fiz (esperando um NÃO como resposta, mas fiz...);
-Eu tive que tomar decisões que não gostaria sozinha e de imediato.
-Ainda não aconteceu, mas sei que vou passar o Natal longe de minha mãe e só fiz isso uma vez até hoje, quando estava no Canadá, e foi o pior Natal de toda a minha vida. 
Enfim, é claro que meu ano não se resume a isso, mas isso é o que mais me lembro agora. Mas seja lá o que vivemos, o que importa é o quanto aprendemos e crescemos com o que se foi. E que 2018 chegue e traga novos desafios, novas alegrias e até mesmo novas tristezas e decepções, pois são com elas que aprendemos. Um bom ano a todos!




domingo, 21 de maio de 2017

A vida e o tempo


E o tempo passou desde a última vez que estive aqui... E foram tantas perdas e tantos ganhos nesse período. Dias felizes e dias repletos de dor. A família cresceu, mas os desafios também aumentaram. Dei um passo para trás e voltei para a sala de aula, mesmo que, inicialmente, para ganhar muito menos. Arrependimento? Simplesmente, nenhum! E essa é a melhor parte. A vida segue. Pessoas muito importantes se distanciam e isso me entristece, mas outras tornam-se importantes. E vamos em frente, pois desistir não é uma opção.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Masoquismo.

Sou masoquista, confesso! Sinto dores terríveis e amo senti-las...
Tenho pensamentos assustadores em consequência de minhas escolhas e, mesmo assim, não consigo me arrepender.
Sou mãe. Simples assim. Capaz de sentir tanto amor a ponto de doer. Capaz de confabular as piores situações e sofrer pelas remotas possibilidades.
Sou mãe.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mais!

     Daqui a pouco receberei a visita de duas pessoas de minha família que amo muito. Neste momento de minha vida, em que os hormônios tanto oscilam, penso que pessoas amadas por perto são mais do que essenciais.
     Espero ter um fim de semana tranquilo, aproveitando para curtir quem amo sem ter grandes preocupações agora que estou de férias da faculdade. Aliás, incrível pensar que estou indo para o último semestre e empregada na área...
     Estava lendo uma postagem minha de 2010 (Meu Monstro), em que falo de minha profissão na época e do sonho de ser mãe, e lembrando do quanto foi difícil tomar algumas decisões. No entanto, hoje, praticamente dois anos depois (a postagem é de 24 de junho de 2010), já não tenho a mesma profissão e estou prestes a realizar o maior de meus sonhos: ser mãe. Feliz? Muito! Querendo mais? Sempre!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Desativação

     Achei que um blog era desativado após algum tempo sem utilização, mas hoje resolvi deixar um recadinho no blog de minha prima e fiquei surpresa quando, ao escolher meu perfil, meu antigo blog apareceu. Inevitavelmente, comecei a lê-lo e a lembrar dos momentos de minha vida que descrevi ali... É estranho quantos sentimentos consigo ter ao mesmo tempo... saudade e felicidade por tudo aquilo ter ficado para trás, angústia e alívio. Enfim, a contradição me habita...Ou, talvez, sejam só os hormônios...
 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Desafios


Muito tempo se passou desde que postei pela última vez, virei Mestre, mas nunca me senti tão pobre de conhecimento. Dessa vez, não me refiro aos conhecimentos linguísticos. Sempre tive tanta facilidade em aprender que julgava poder estudar quase tudo, só fugia da área de biológicas por não ter a menor afinidade, mas hoje, diante das dificuldades do mundo computacional, sinto-me pequena, com medo e às vezes penso que tudo aquilo não é para mim... No entanto, como sempre, não aceito a derrota (sou orgulhosa demais para isso!) e continuo insistindo, talvez para simplesmente mostrar a mim mesma que consigo, que sou capaz. E o que posso fazer? Sou assim, acho que no fundo sempre fui, apesar de essa característica ter se aflorado mais já na vida adulta... Sei que muitos não entendem, mas eu também não entendo tantas coisas nas pessoas e nem por isso desejo mudá-las.
Vou até o fim, não importa o quanto sofra no caminho, quantos tropeços ocorram, no final, a vitória será minha!

domingo, 1 de agosto de 2010

Antes de ser mestre...

Hoje tomei meu último porre antes de me tornar mestre... A ilusão era a de que ele me acalmaria, mas o resultado não foi bem esse...
Entre muitas risadas e gozações, havia alguém que não estava feliz. Ai, como odeio seu rosto de reprovação, como ele me dói... Talvez seja por isso que não consigo dormir agora, ou talvez seja pura e simplesmente a ressaca que chegou mais cedo, ou até mesmo a bebedeira que ainda permanece...
O fato é que me agradar nem sempre significa agradar a quem amo e, às vezes, é preciso escolher... Hoje escolhi por mim. Se foi a melhor opção, simplesmente não sei dizer, entretanto, quem é que sabe? Tudo o que sei é que uma música agora ecoa em minha mente: "Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber".